– Um poema e uma fotografia de Patrícia Iunovich – Costurei um tecido de lembranças, Coisa de criança que cresceu E trouxe semblante de moça Idade de quem nunca envelheceu Trapaça. Fui seduzida pelo tempo Da ampulheta forjada. Arrematada de porcelana Comprada num ateliê qualquer. De quem paga. De quem busca Não morrer. A […]
Costurei um tecido de lembranças,
Coisa de criança que cresceu
E trouxe semblante de moça
Idade de quem nunca envelheceu
Trapaça. Fui seduzida pelo tempo
Da ampulheta forjada. Arrematada de porcelana
Comprada num ateliê qualquer.
De quem paga. De quem busca
Não morrer. A plástica não escondeu.
Nem preencheu o vazio que transbordava
da ânsia de aprender. A viver.
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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