Maá munhã ira apigá upé rikué Waá perewa, waá yuká Waá munhã maá putari. (tradução) O que fazer com o homem da vida Que fere, que mata Que faz o que quer? Do encontro entre o “índio” e o “branco” Uma coisa que não se pode esquecer Das lutas e grandes batalhas Para o direito […]
Maá munhã ira apigá upé rikué Waá perewa, waá yuká Waá munhã maá putari.
(tradução)
Do encontro entre o “índio” e o “branco” Uma coisa que não se pode esquecer Das lutas e grandes batalhas Para o direito a terra defender.
A arma de fogo superou minha flecha Minha nudez se tornou escândalo Minha língua foi mantida no anonimato Mudaram minha vida, destruíram meu chão.
Antes todos viviam unidos Hoje, se vive separado. Antes se fazia o Ajuri Hoje, é cada um para o seu lado.
Antes a terra era nossa casa Hoje, se vive oprimido. Antes era só chegar e morar Hoje, o território está dividido.
Antes para celebrar uma graça Fazia-se um grande ritual. Hoje, expulso da minha aldeia Não consigo entender tanto mal.
Como estratégia de sobrevivência Em silencio decidimos ficar. Hoje nos vem a força De nosso direito reclamar. Assegurando aos tanu tyura A herança do conhecimento milenar.
Mesmo vivendo na cidade Nos unimos em um único ideal Na busca pelo direito De ter nosso território ancestral.
O que fazer com homem na vida Que fere, que mata Que faz o que quer?
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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