Poema publicado na revista Escrita, edição 27. . . Ocasional e transitiva luz do Sol, será que poderias me contar como surgiu o bem? Cada brilho seu, a um só tempo, é cuidado e bagagem. Só o seu nome bastaria para iluminar meu andar, no fim daquele largo escuro, em que vi medrar minha juventude. […]
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Ocasional e transitiva luz do Sol, será que poderias me contar como surgiu o bem? Cada brilho seu, a um só tempo, é cuidado e bagagem. Só o seu nome bastaria para iluminar meu andar, no fim daquele largo escuro, em que vi medrar minha juventude. Se eu subisse na montanha, onde o Sol traz e empurra o horizonte, para casar-te a mim, talvez nunca o tivesse, resplandecente Sol. Se seu caminho não for distante do meu apareça para me iluminar, às vezes, de alegria divina. E para talvez me contar onde começa e encerra a vida.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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