O mundo todo parou. A rua está vazia. O céu tão azul está vazio. A quadra de tênis está vazia. Só eu, na janela, sonho. (G.A., 89 anos, 01 de junho de 2020) Diários da Pandemia: um dia por vez é uma exposição virtual que apresenta relatos cotidianos da pandemia. A exposição começa em uma manhã, avança pela tarde, […]
Diários da Pandemia: um dia por vez é uma exposição virtual que apresenta relatos cotidianos da pandemia. A exposição começa em uma manhã, avança pela tarde, noite e madrugada, até terminar na alvorada de um novo dia. Cada etapa traz narrativas específicas, que dialogam com o momento do dia. Essa transição de momentos se reflete nas cores da exposição, na transição da manhã para a tarde, no anoitecer e no nascer de um novo dia.
A exposição é resultado do projeto Diário Para o Futuro, uma campanha colaborativa para coleta de relatos cotidianos sobre a pandemia realizada pelo Museu da Pessoa entre maio e outubro de 2020 no Brasil e entre janeiro e abril de 2021 na Holanda, em parceria com a School of Fine and Performing Arts da Fontys University.
Integram também esta exposição relatos colhidos pela iniciativa “Inventário de Sonhos”, que desde o início da pandemia já coletou mais de 2.000 sonhos narrados, bem como histórias do projeto “Reinventar-se: Narrativas Digitais da Docência em 2020”, que registrou memórias, impressões e vivências da vida cotidiana docente, coletando produções digitais que versaram sobre mudanças, adaptações e dificuldades no trabalho domiciliar durante a pandemia da Covid-19.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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