“A violação da soberania da Venezuela, mediante ataque militar dos Estados Unidos da América que vitimou civis e culminou com a captura ilegal do chefe de Estado Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, representa uma grave ruptura ao direito internacional, a Carta das Nações Unidas e às liberdades constitucionais dos povos latino-americanos. Independentemente […]
“A violação da soberania da Venezuela, mediante ataque militar dos Estados Unidos da América que vitimou civis e culminou com a captura ilegal do chefe de Estado Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, representa uma grave ruptura ao direito internacional, a Carta das Nações Unidas e às liberdades constitucionais dos povos latino-americanos. Independentemente da opinião que se tenha sobre um governo, cabe somente ao seu próprio povo decidir sobre o seu rumo.
A escalada da intervenção militar por parte dos EUA coloca em cena um estado de exceção na região, e reabre feridas históricas de intervenções externas na América Latina e Caribe.
Não há registros na história mundial de que ações intervencionistas impostas a um povo tenham melhorado a vida das pessoas; muito pelo contrário, aprofundam as desigualdades e geram crises humanitárias.
É fundamental observar que a Venezuela é um país rico em minerais e detém as maiores reservas de Petróleo do mundo, despertando há décadas interesses externos sobre seus territórios. Neste contexto, a narrativa de combate ao crime organizado é utilizada para deslegitimar o Estado venezuelano e justificar a apropriação indevida de recursos naturais estratégicos, impactando a economia mundial.
É urgente elucidar que a agressão dos EUA contra a Venezuela implica em riscos e instabilidade política para toda a América Latina e Caribe. O ataque à soberania de um país latino-americano torna incerto o futuro de todas as nações cujos povos, no legítimo exercício de seu direito de autodeterminação, realizem projetos de desenvolvimento econômico e social não alinhados aos interesses políticos e econômicos do norte global.
Orientada a sua própria missão institucional, e fiel à construção de um ambiente acadêmico ético e democrático, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana cumpre seu papel ao alertar sobre práticas neocolonizadoras e neoextrativistas em andamento na região. A UNILA seguirá atenta aos desdobramentos do cenário internacional, colaborando com a produção de conhecimento sobre a região, e com a defesa da autodeterminação dos povos.”
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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