Uma audiência pública realizada no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na terça-feira, 9, debateu formas de proteger crianças e adolescentes dos malefícios do uso contínuo de telas e ampliar o acesso deles à natureza. A proposta faz parte do Projeto de Lei 522/2026, protocolado pelo deputado estadual Goura (PDT) no último dia 1.º. […]
Uma audiência pública realizada no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na terça-feira, 9, debateu formas de proteger crianças e adolescentes dos malefícios do uso contínuo de telas e ampliar o acesso deles à natureza.
A proposta faz parte do Projeto de Lei 522/2026, protocolado pelo deputado estadual Goura (PDT) no último dia 1.º. Conforme pesquisa recente da Cisco e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), quase metade dos brasileiros passa mais de cinco horas diárias em telas.
Projeto propõe ampliar o acesso de crianças à natureza e promover espaços integrados ao meio ambiente. – Foto: Alep
Feito com a colaboração de mães, pais, pedagogas e especialistas de áreas diversas, o PL institui diretrizes para aumentar o acesso à natureza no ambiente urbano e promover a naturalização de equipamentos públicos no Paraná.
Segundo o deputado, o texto prevê que a construção de escolas, unidades de saúde, projetos de habitação e parques urbanos preveja a perspectiva das crianças e contenha ambientes naturalizados.
A iniciativa prioriza territórios mais vulneráveis e estabelece que projetos e reformas de equipamentos públicos incorporem critérios de conforto térmico, acessibilidade, biodiversidade e convivência com a natureza. Atualmente, o PL 522/2026 está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Conforme Fernanda Stresser, psicóloga e coordenadora do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente de Curitiba, há pesquisas apontando que, em 20 anos, o tempo das crianças fora de casa foi reduzido em 12 horas por semana.
Ela foi uma das pessoas que colaboraram com a elaboração da proposição. “Esse projeto vem ao encontro de um resgate e um fortalecimento dessa abrangência integral que é o desenvolvimento da criança”, salientou.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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