O Campus Santa Helena da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) tem contribuído com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec no desenvolvimento de ações voltadas à conservação da biodiversidade e à avaliação dos esforços históricos de restauração ambiental em áreas de refúgio biológico. A pesquisa “Caracterização da Dieta e Guildas Tróficas da Ictiofauna de Pequeno Porte […]
O Campus Santa Helena da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) tem contribuído com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec no desenvolvimento de ações voltadas à conservação da biodiversidade e à avaliação dos esforços históricos de restauração ambiental em áreas de refúgio biológico.
A pesquisa “Caracterização da Dieta e Guildas Tróficas da Ictiofauna de Pequeno Porte da Zona de Amortecimento do Refúgio Biológico de Santa Helena /PR”, coordenada pelo professor Heleno Brandão (UTFPR Campus Santa Helena), partiu da demanda da Itaipu Binacional por respostas sobre os resultados e impactos ecológicos das ações de reflorestamento realizadas ao longo das últimas quatro décadas.
Integram a equipe de pesquisa as docentes Denise Lange e Josiane Baccarin Traldi, bem como a Técnica de Laboratório Andreine Aline Ross, todas da UTFPR. Garante a parceria interinstitucional as participações do Prof. Roberto Laridondo Lui (Unioeste) e dos bolsistas da Itaipu Binacional João Carlos Maicrovicz e Geovana Beatriz Soares dos Santos.
Pesquisa ocorre em parceria com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec – Fotos: divulgação /UTFPR
Nesse contexto, a Fase 2 do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT) do Itaipu Parquetec busca compreender como os ecossistemas restaurados se estruturam e funcionam atualmente, fornecendo subsídios científicos para o aprimoramento das estratégias de manejo e conservação. A UTFPPR, ao lado de outras instituições de ensino e pesquisa, integra esse esforço colaborativo, contribuindo com conhecimento técnico e metodológico para o levantamento e análise das espécies de peixes que habitam o entorno do Refúgio Biológico Santa Helena (RBSH).
Criado em 1984, o RBSH representa um dos principais exemplos de restauração florestal empreendida pela Itaipu, totalizando 1.482 hectares antes ocupados por áreas agrícolas e hoje cobertos por uma floresta consolidada. Esse território abriga uma expressiva diversidade de insetos, mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes — reflexo do êxito do processo de recuperação ambiental iniciado há mais de 40 anos.
Segundo o professor Heleno Brandão, “o projeto em pauta tem como objetivo central identificar a diversidade de peixes de pequeno porte presentes no entorno da zona de amortecimento da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) e caracterizar sua dieta, guildas tróficas e redes de interações ecológicas. Já realizamos a primeira expedição e estamos com a segunda prevista para o final de fevereiro deste ano. Os resultados fornecerão à Itaipu e à comunidade científica (por meio de publicações em periódicos científicos) um panorama atualizado da composição taxonômica dessa ictiofauna e uma compreensão mais profunda das relações tróficas que estruturam esse ecossistema protegido. Essas informações poderão subsidiar a revisão do plano de manejo da ARIE, além de orientar estratégias de conservação, preservação e monitoramento ambiental”.
O projeto integra o Eixo Biodiversidade do NIT, que também reúne estudos sobre aves, anfíbios, répteis, mamíferos e insetos (como abelhas, vespas, libélulas e opiliões), desenvolvidos em parceria com instituições como o IFPR (Campus Umuarama e Campus Curitiba), UFPR, UFFS, Unila, UTFPR, IFSULDEMINAS, UNIOESTE, UNICAMP, UFABC, entre outras. Além das pesquisas de campo, o eixo promove ações educativas e de comunicação científica, fortalecendo a interface entre ciência e sociedade e ampliando a valorização pública da biodiversidade do território Itaipu.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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