– Afinal, velhos caminhos não abrem portas? – Por Kariny WermouthClique aqui e receba notícias no seu WhatsApp Dia 13 de junho, lá estávamos em mais um encontro do projeto Epidemia de Poesia no TTU. Dentre os passos apressados que se detiveram para observar mais de perto papéis e palavras que eram […]
– Afinal, velhos caminhos não abrem portas? –
Por Kariny Wermouth
Dia 13 de junho, lá estávamos em mais um encontro do projeto Epidemia de Poesia no TTU. Dentre os passos apressados que se detiveram para observar mais de perto papéis e palavras que eram oferecidos pelo caminho, muitas histórias se cruzaram. É importante ressaltar a diversidade das pessoas que se aproximam da banca do Epidemia de Poesia a partir do convite feito pelos mediadores de leitura do projeto. Elas são movidas por interesses aparentemente muito particulares. Todas, afinal, buscam por palavras e os sentidos que a criação literária concede. Assim, no decorrer do trabalho a cada visita ao Terminal, acontecem agradáveis conversas. Naquela segunda-feira de sol e frio, dia de festa de santo “casamenteiro” para os católicos, o Terminal estavam mais calmo. Algumas pessoas voltaram à banca literária com intuito de encontrar materiais diferentes dos que já haviam disposto em encontros de semanas anteriores. Algumas procuravam materiais de Helena Kolody, expostas em alguns dos ônibus urbanos. Encontraram alguns materiais impressos com escritos dela e acabaram se surpreendendo com a existência de outros autores paranaenses. O Epidemia é assim: como numa rede invisível, cabe a curiosidade e o inusitado para quem resolve vasculhar o acervo que a Guatá dispõem a cada encontro semanal. Outras pessoas, atraídas por peças das exposições, vieram até a banca buscando compreender um pouco mais sobre aquelas palavras inusitadas. Foi o caso de Carlos, que de passagem pela cidade e pelo TTU, encontrou na poesia do xará, Carlos Luz, a tradução pra algumas experiências de sua vida.
Festa Junina: Grupo de estudantes leem, discutem e escrevem poesia na banca da Guatá no TTU. (Foto: Mariana Fernandez)
Kariny Wermouth é estudante de História e coordenadora do projeto Epidemia de Poesia, desenvolvido pela Guatá.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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