Guardar nas mãos as ruínas Narrar os vestígiosClique aqui e receba notícias no seu WhatsApp Como quem forja o mistério, Mas não o detém. Acreditar nesta força Que dá colo. Cui-dar tudo de si Através do gesto Que escava nossas histórias E revela o encanto De nossas raízes. Minha herança são os rastros Embebidos em […]
Guardar nas mãos as ruínas
Narrar os vestígios
Como quem forja o mistério,
Mas não o detém.
Acreditar nesta força
Que dá colo.
Cui-dar tudo de si
Através do gesto
Que escava nossas histórias
E revela o encanto
De nossas raízes.
Minha herança são os rastros
Embebidos em um silêncio
Profundo e branco. .
(Imagem: montagem a partir de autorretrato da autora)
PS: “Este poema integra minha pesquisa artística, na qual investigo memória, ancestralidade e identidade mestiça a partir de fotografias de família, vestígios e narrativas herdadas. Atualmente, tenho voltado meu olhar para a minha branquitude e para os silêncios que atravessam minha história familiar, buscando compreender como os processos de colonização e mestiçagem continuam reverberando na construção da minha identidade. A escrita torna-se, assim, um gesto de escavação, cuidado e elaboração da memória.” (Carinne Lira)
. Leia mais da pesquisa de Carinne Lira, aqui.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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