A votação nas eleições de 2026 poderá cumprir uma função além do exercício do direito ao voto para milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O comparecimento às urnas será considerado como um dos registros utilizados pelo instituto para a Prova de Vida, procedimento que verifica se aposentados, pensionistas e beneficiários assistenciais […]
A votação nas eleições de 2026 poderá cumprir uma função além do exercício do direito ao voto para milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O comparecimento às urnas será considerado como um dos registros utilizados pelo instituto para a Prova de Vida, procedimento que verifica se aposentados, pensionistas e beneficiários assistenciais continuam vivos e aptos a receber os pagamentos. Atualmente, cerca de 40 milhões de pessoas estão incluídas nesse processo.
Pessoas poderão usar o voto nas eleições de 2026 como Prova de Vida. | Crédito: Divulgação
“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
A medida faz parte da mudança no modelo de comprovação de vida adotado pelo governo federal. Desde 2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra. A legislação determinou que o próprio Estado busque, de forma automática, informações em bases de dados públicas capazes de confirmar que o beneficiário está vivo. A votação aparece entre os registros que podem ser utilizados para essa finalidade.
Com isso, quem comparecer às urnas e tiver o registro identificado pelo INSS não precisará realizar outra forma de comprovação por causa da Prova de Vida. Segundo o instituto, o mecanismo reduz a necessidade de deslocamentos, especialmente para idosos e pessoas com dificuldades de mobilidade.
A presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, afirma que o cruzamento de informações também contribui para dar maior segurança à manutenção dos pagamentos.
“Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, declarou.
O comparecimento eleitoral, no entanto, não é a única forma utilizada pelo INSS. Para quem não votar, o instituto mantém o sistema SIRIS, que cruza diferentes bases de dados do governo em busca de registros que demonstrem que o beneficiário está vivo.
Entre os eventos considerados estão ações como emissão de documentos, movimentações registradas e atendimentos realizados em serviços públicos. A lógica é evitar que o beneficiário tenha de realizar uma comprovação específica quando já existem outros registros oficiais que podem cumprir essa função.
De acordo com o INSS, somente quando não é localizada nenhuma fonte capaz de confirmar a vivacidade do cidadão é que o segurado pode ser chamado para regularizar a situação. A orientação oficial do instituto é que a Prova de Vida seja feita prioritariamente por meio do cruzamento automático das bases governamentais.
A integração entre os dados eleitorais e os sistemas previdenciários já produziu resultados em eleições anteriores. Em 2024, a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou eventos eleitorais relacionados a 20.957.288 beneficiários do INSS. Segundo o instituto, essas informações contribuíram para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.
A regra está prevista na regulamentação da Prova de Vida. A votação nas eleições é considerada um dos eventos que podem ser utilizados para a comprovação, ao lado de outros registros produzidos por órgãos públicos.
Assim, para os beneficiários que participarem das eleições de 2026, o próprio comparecimento às urnas poderá ser incorporado aos dados utilizados pelo INSS para manter a situação regularizada, sem a necessidade de uma etapa adicional específica de comprovação.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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