As chamas ardem Em meio a máquinas frias Onde as meninas Arderam Na pele em chamas As cicatrizes vivas onde as chamas, arrebataram a fúria, o sangue Mesclaram-se aos gritos Somos herdeiras Da sina das fogueiras Onde os sonhos Queimam até as cinzas Na pele e na garganta Carrego a chama que arde E o […]
As chamas ardem
Em meio a máquinas frias
Onde as meninas
Arderam
Na pele em chamas
As cicatrizes vivas onde as chamas, arrebataram a fúria, o sangue
Mesclaram-se aos gritos
Somos herdeiras
Da sina das fogueiras
Onde os sonhos
Queimam até as cinzas
Na pele e na garganta
Carrego a chama que arde
E o grito das irmãs
Nas fogueiras que ardem
Outrora bruxarias
As chamas
Destroem
A violência e o preconceito
Que nos atravessa como fio de navalha
Nas chamas
As mulheres ardem
Labaredas…labaredas
Consomem a tarde que se fez noite
As cinzas,
Consomem a fúria feminina
A fogueira que nos aprisiona
Mas também liberta
Nossos sonhos, nossas filhas
A fogueira que também aquece
Nos transmuta, pulsa em nossas veias e nos anima.
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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