Cercados por inimigos, avancem rumo ao seu tempo!Através de tempestades vermelho-sangue,nós os chamamos para lutar!Talvez vocês perguntem, com medo,desprotegidos, nus:com o que devo lutar,qual é a minha arma?Eis o seu escudo contra a violência,eis a sua espada:a fé na vida que compartilhamos,o valor dos seres humanos.Pelo bem de todo o nosso futuro,busquem-no e o valorizem,morram […]
Cercados por inimigos, avancem rumo ao seu tempo!Através de tempestades vermelho-sangue,nós os chamamos para lutar!Talvez vocês perguntem, com medo,desprotegidos, nus:com o que devo lutar,qual é a minha arma?Eis o seu escudo contra a violência,eis a sua espada:a fé na vida que compartilhamos,o valor dos seres humanos.Pelo bem de todo o nosso futuro,busquem-no e o valorizem,morram se for preciso – mas:aumentem-no e fortaleçam-no!Silenciosamente, deslizemos cintos de granadas.Detenham sua marcha rumo à morte,detenham-nos com espírito!A guerra é o desprezo pela vida.A paz é criar.Dediquem toda a sua força a ela:a morte será derrotada!Amem – e enriqueçam com sonhos –tudo o que foi grandioso!Sigam em direção ao desconhecido,extraiam dele as respostas.Usinas de energia ainda não construídas,estrelas ainda não descobertas –criem-nas com mentes ousadas,vidas poupadas de cicatrizes!Nobre é o homem,rica é a terra!Se a fome e a necessidade existem,é porque são causadas pela traição.Esmaguem-nas! Em nome da vida,a injustiça deve cair.A luz do sol, o pão e o espíritopertencem a todos nós.Então as armas afundarão,impotentes e imóveis!Se construirmos o valor humano,alcançaremos a paz.Aquele que com o braço direitocarrega um fardoprecioso e insubstituívelnão pode matar.Esta é a nossa promessa,de irmão para irmão:seremos gentis coma Terra da humanidade.Protegeremossua beleza, seu calor –como se carregássemos uma criançadelicadamente em nossos braços.
Publicação original do poema pacifista, em 1936, na língua norueguesa. – Imagem – reprodução (https://snl.no/Nordahl_Grieg)
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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