Do peso da espuma Da saudade do vento Do abalo do verão Da canção da memória De esperar pelo riacho Do sonho do vaga-lume Da plenitude do silêncio Do arrependimento da chuva Da urgência do beijo Eu venho, diante das ameaças de esquecimento, Com a boca como uma flor de alegria Com os olhos como […]
Do peso da espuma Da saudade do vento Do abalo do verão Da canção da memória De esperar pelo riacho Do sonho do vaga-lume Da plenitude do silêncio Do arrependimento da chuva Da urgência do beijo Eu venho, diante das ameaças de esquecimento, Com a boca como uma flor de alegria Com os olhos como faróis de esperança Com as mãos como aves de ternura Com o coração como joalheiro de carícias Para te dizer que, apesar ou talvez porque Da dor de folhas caindo, Eu ainda sigo te recordando.
1 – VOLTAR A TE VER
Voltar a te ver De repente Uma pena alheia Uma palavra silenciosa Um som de jovem sino Um relâmpago ao anoitecer Um sabor de chuva matutina Um despertar de sóis Uma doçura de névoa Um cheiro de doce de leite Um estribilho de sinzontle Uma aleluia pelo sangue Um grito de ressurreição
. 2 – EU TE OFEREÇO VIVÊNCIAS
Eu te ofereço vivências Com sabor de delírio Que jamais conheceste Com outras mulheres Deixando em tua pele Luas, ventos, ondas E em tua alma Chuva sem fim Ao recordar o que é nosso Se te meu amor Algum dia fores embora
(Tradução de Floriano Martins)
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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