– Um poema de Emílio dos Santos Jr. – Alguém me chamou? Alguém me chamou numa reunião de silencio, Que encanta a minha palavra de grito! Alguém me chamou De porta aberta De desintegração E da fechadura de integração perdida pelo espanto. Alguém me chamou? Alguém me chamou numa tristeza, dança sem ritmo, Dança […]
Alguém me chamou?
Alguém me chamou numa reunião de silencio, Que encanta a minha palavra de grito!
Alguém me chamou numa tristeza, dança sem ritmo, Dança que corre das gargalhadas frustradas. Alguém me chamou pelo testemunho vingança Da chuva, que enfeita o sorriso do meu carnaval.
Alguém me chamou na reunião dos magros, Que sai os fumeados pelo manifesto de escândalos. Alguém me chamou na igualdade de um livro Sem escrita e na cantiga da ideologia falsa!
Alguém me chamou pelo segredo da especulação, Que semeia o padrão dos sapatos velhos. Alguém me chamou na festa dos inimigos da Felicidade e no agravamento de cachaça de tio Paulo.
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Emílio dos santos Jr., natural de Guiné Bissau, é estudante do curso de Bacharelado em Humanidades, da Unilab, em Redenção, CE. Poema publicado na Escrita 47.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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