Ciudad del Este procura ampliar a oferta turística com agenda cultural. Ciudad del Este passa a fazer parte da Estrada Literária Turística Rafael Barret, um circuito que reúne sete municípios paraguaios por onde esteve o ilustre escritor espanhol que viveu durante muito tempo no país vizinho. O Museu “El Mensú”, localizado em CDE, foi incluído […]
Cerimônia de entrega do selo de participação de CDE no roteiro turístico cultural – Foto: La Clave
O “El Mensú”, instalado no que fora a casa do fundador da cidade fronteiriça Edgar L. Insfrán e sede da primeira administração, conta a história dos “Mensúes” ou “obrajeros”, trabalhadores submetidos a um regime de escravidão, que trabalhavam nos ervatais da região da tríplice fronteira, Alto Paraná (lado paraguaio) no período compreendido desde 1875 até 1940, já no século XX. O nome do museu faz homenagem a esses trabalhadores e Barrett foi um aguerrido denunciante desse delito de lesa humanidade.
A inclusão da capital departamental de Alto Paraná na “Estrada Literária” é encarada como um passo importante de se promover o turismo cultural e literário em CDE. Além do turismo de compras, a cidade passa a oferecer aos visitantes a oportunidade de conhecer a história e a cultura do Paraguai, através da obra de Rafael Barrett.
Além de Ciudad del Este, seis outras cidades estão incluídas nesta linha imaginária que traça passos de Barrett no Paraguai: Assunção, Villeta, Areguá, San Bernardino, Yabebyry e Hernandarias.
Rafael Barret – O escritor espanhol Rafael Barret (1876 a 1910) nasceu em Torrealavega, na Espanha. Chegou ao Paraguai no início do século XX, onde se dedicou ao jornalismo e à literatura, tratando especialmente da realidade social paraguaia daquela época. Morreu as 34 anos, de tuberculose.
Sua vida foi marcada pelo compromisso com as lutas operárias e isso se refletiu em suas crônicas de muita repercussão política. Para muitos, ele inspirou uma literatura social que surgiu no Paraguai posteriormente. Augusto Roa Bastos, escritor paraguaio premiado internacionalmente, afirmava que Barret foi quem iniciou a todos os escritores que vieram depois.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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