O que você vai fazer nesse início de férias? Com toda essa chuva em Foz do Iguaçu, o jeito é ficar à espreita de tempo bom. Jogar bola, conversar com os amigos ou preparar um passeio? Hum, tudo isso é bom e possível de se fazer, sem uma ideia excluir a outra. Férias, afinal, é […]
O que você vai fazer nesse início de férias? Com toda essa chuva em Foz do Iguaçu, o jeito é ficar à espreita de tempo bom. Jogar bola, conversar com os amigos ou preparar um passeio? Hum, tudo isso é bom e possível de se fazer, sem uma ideia excluir a outra. Férias, afinal, é assim. Um pouco de tudo que quisermos, desde que mandemos em nosso próprio tempo. Bom, daí que o pessoal do Ponto de Cultura Tirando de Letra, antes de dar um tempo para descanso, resolveu dar mais um pitaco na vivência da Vila C, em Foz do Iguaçu. E saiu pelas ruas a perguntar para as pessoas, que tal também somar às outras possibilidades do que se fazer nas férias o prazer de ler, escrever, exercitar a voz e até cuidar do quintal e combater o famigerado Aedes? Com duas mil revistinhas de férias na mão, agentes culturais do Ponto e voluntários do Coletivo Mão na Roda saíram sugerindo isso, o de se pensar em colocar outros temperos no período de folga, especialmente os ligados à cultura e à arte. Deu tempo inclusive de se falar sobre a Biblioteca Cidadã Paulo Freire, sua gratuidade, sua localização e sua espera pelos moradores do bairro para se tornar um lugar de convívio da comunidade. Nas férias escolares, ela estará funcionando normalmente, segundo explicações do Poder municipal. Ok, é bom que se diga que apesar do esforço (foram três dias de suor e pernas pra que te quero no asfalto do bairro), nossas palmas em cada portão foi nada muito pesado ou com um ar de se extrair compromissos e obrigações daqueles que nos receberam tão bem em suas casas. Nossa intenção foi apenas de fazer uma visitinha, rápida, um oi para novos e velhos amigos. Assim, o Caderno de Férias, a tal revistinha, se transformou em algo diferente de um catálogo de sugestões, lembretes, brincadeiras, curiosidades. Passou a ser quase uma cartinha, dessas que se faz de próprio punho e é entregue de mão em mão; um verdadeiro abraço convidando para a continuidade da festa que é compartilhar saberes, brincar com a imaginação e abrigar no peito o inusitado que existe em cada ato aparentemente comum que vivenciamos. Tudo a seu tempo, no equilíbrio entre tempo do Outro e o nosso, podemos dizer que Tiramos de Letra. E foi bonito que só. Valeu! (Sem trocadilho, em tempo: tantas mãos assinam anonimamente este recado através dos nomes de Áurea, Kariny, Gabi, Alexandre, Denis, Primo, Raul, Laís e Lisete, que emprestaram boca, olhos, pernas e braços para a Guatá poder dizer.)
Guatá
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
Assine as notícias da Guatá e receba atualizações diárias.