Para celebrar os 112 anos de Foz do Iguaçu, o Museu da Imprensa montou sua exposição itinerante na Praça da Paz, junto à Feirinha da JK, nesse domingo, 7. A iniciativa reúne capas emblemáticas de jornais produzidos na cidade desde a década de 1950, resgatando fatos, personagens e momentos que marcaram a história iguaçuense. Museu […]
Para celebrar os 112 anos de Foz do Iguaçu, o Museu da Imprensa montou sua exposição itinerante na Praça da Paz, junto à Feirinha da JK, nesse domingo, 7. A iniciativa reúne capas emblemáticas de jornais produzidos na cidade desde a década de 1950, resgatando fatos, personagens e momentos que marcaram a história iguaçuense.
Museu da Imprensa apresentou capas de jornais aos visitantes da Feirinha da JK; iniciativa aproxima a população da memória da cidade. – Foto: Sophia Rockenbach / Guatá
A proposta de levar a exposição a espaços públicos é democratizar o acesso ao acervo e aproximar a população do projeto de preservação da memória local. Antes da praça, a mostra passou pela Unioeste/Foz, contribuindo para que diferentes públicos tenham contato a história de Foz do Iguaçu pelas páginas da imprensa.
Morando em Foz do Iguaçu há três meses, a fim de ingressar no ensino superior, o garçom Theo Fernando conferiu a exposição e pretende visitar o acervo online do Museu da Imprensa para conhecer mais sobre a história da cidade. As capas dos jornais, na praça pública, permitiram lançar um olhar mais abrangente sobre Foz do Iguaçu, disse.
“Dá para entender certos porquês de a cidade ser assim e não de outra forma”, apontou. “É importante conhecer como Foz do Iguaçu foi formada, a evolução do seu comércio, o turismo e os trabalhadores que aqui chegaram. Há muita mudança, porém algumas questões permanecem iguais a como eram anos atrás”, refletiu.
Foto: Áurea Cunha / Guatá
A pianista e professora de música Roseli Motta vivenciou Foz do Iguaçu no período de grandes mudanças, na virada das décadas de 1970 para 1980. Hoje, mora na região de Paris, na França, enquanto sua família permanece na cidade. O contato com a exposição do Museu da Imprensa na Praça da Paz, contou, permitiu-lhe reconectar-se com suas lembranças.
“O exercício de memória e conhecimento que esse projeto propõe é excelente. Permite à população saber mais sobre os fatos que se passaram para a cidade chegar até aqui”, sublinhou. “As pessoas que veem a exposição certamente vão querer se aprofundar, indo mais longe, para entender a continuação da história retratada nas capas de jornais.”
A estudante de jornalismo Sophia Rockenbach visitou a mostra com colegas do curso. Para ela, conhecer a história de Foz do Iguaçu possibilita entender o momento atual da cidade. Como futura profissional da comunicação, isso também contribui para agregar informação, conhecimento e repertório.
Tocada por uma capa dos anos 1990 que problematizava os desafios da mulher paraguaia na fronteira, disse que, a partir de agora, terá uma visão mais aprofundada sobre os temas da região.
“Vou refletir mais a fundo quando presenciar as mulheres do Paraguai vendendo seus produtos, sobre as suas condições de trabalho e de vida”, revelou a acadêmica.
Foto: Denise Paro / Guatá
Realizado pela Associação Guatá, com o apoio da Itaipu Binacional, o Museu da Imprensa é um relicário de Foz do Iguaçu com quase 20 mil páginas de jornais e revistas digitalizadas. Em sua primeira coleção, reúne 21 títulos lançados desde 1953 — primórdio do jornalismo impresso na cidade — até periódicos de 2019.
O projeto objetiva resgatar, preservar e promover o patrimônio histórico e cultural, democratizando a consulta a fontes primárias, ou seja, à história contada pelas páginas dos jornais. Integra o catálogo nacional do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
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Foto: Alexandre Palmar / Guatá
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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