– Oficinas do Olhar, revisando conceitos, apurando sentidos – Clique aqui e receba notícias no seu WhatsApp A Oficina do Olhar fotográfico é uma atividade realizada pela fotojornalista Áurea Cunha que consiste em um conjunto de atividades ligadas às questões do olhar fotográfico. São dinâmicas, exercícios, vivências e reflexões sobre como produzimos, enxergamos e […]
– Oficinas do Olhar, revisando conceitos, apurando sentidos –
A Oficina do Olhar fotográfico é uma atividade realizada pela fotojornalista Áurea Cunha que consiste em um conjunto de atividades ligadas às questões do olhar fotográfico. São dinâmicas, exercícios, vivências e reflexões sobre como produzimos, enxergamos e registramos as imagens. Na oficina são trabalhados os sentidos, estimulando-se sensibilidade e intuição. Lembrando o poeta Manoel de Barros, fotografar é também, mais que ver, mais que ler. É, de certa forma, transver. Áurea explica que a ideia e buscar dentro de cada um particularidades que se traduzem mais subjetivamente. Coisas bastantes simples que passam desapercebidas aos sentidos, também são trabalhadas. Como, por exemplo, pensar sobre como nos comportamos ao fazer um enquadramento fotográfico, se o fazemos no dito automático, sem reflexão, ou se ficamos atentos ao que estamos criando, escolhendo conscientemente o que queremos expressar.” A fotojornalista desenvolve esses conceitos e práticas da “Oficina do Olhar” há pelo menos 12 anos. O formato tradicional, explica ela, é de dois dias de trabalho, como numa imersão. Porém, o trabalho pode sofrer adaptações, dependendo de variantes como espaço físico, faixa etária do público e, principalmente, disponibilidade de tempo das pessoas envolvidas em cada experiência. “Nas escolas, por exemplo, é feito em formato e carga horária reduzidos, além de uma adaptação da linguagem com a qual propomos a prática”. Esta é a realidade das oficinas que a fotógrafa está oferecendo como contrapartida ao patrocínio que recebeu do Fundo Municipal de Cultura para “Nós, os Diferentes”, um projeto no qual ela pretende expor uma coleção de retratos inéditos. O Fundo Municipal de Cultura é financiado por verbas públicas municipais e gerenciado pela Fundação Cultural e o Conselho Municipal de Políticas Culturais, de Foz do Iguaçu. Já foram três oficinas realizadas. A primeira foi na APAE, unidade do Jardim Itamarati para 18 participantes com necessidades especiais, no dia 14 de março. A segunda oficina foi realizada na Escola Estadual Três Fronteiras, no bairro Porto Meira, reunindo 23 adolescentes. Já a terceira se desenvolveu na Escola Municipal Padre Luigi Salvucci, Vila C, para 26 alunos do 5º ano matutino. A fotografia em movimento – Na escola Estadual Três Fronteiras, a Oficina do Olhar foi adaptada para atender estudantes que participam do “CineMeira”, um projeto daquele Colégio que visa a produção de vídeos, idealizado e coordenado por Fernando, professor de Ciências e entusiasta das linguagens transversais na educação pública. Lá a proposta foi trabalhar a sensibilização para as imagens fotográficas de onde o vídeo deriva.
O professor Fernando, retratado pela estudante Leonarda, durante a oficina do Olhar no Colégio Três Fronteiras.
Escola Padre Luiggi: Áurea Cunha explica o funcionamento do filme fotográfico na câmera analógica. (Foto: Roberto Geremias)
Texto: Inácio Vera / Fotos: Áurea Cunha, Roberto Geremias, Kariny Wermouth e Leonarda Silva
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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