Há mais de quatro décadas, as áreas protegidas da Itaipu Binacional desempenham um papel fundamental na preservação da biodiversidade, na restauração florestal e na promoção da sustentabilidade regional. Dia 27 de junho, a empresa celebrou o marco histórico de 42 anos da criação de suas áreas protegidas. Com mais de 24 milhões de árvores plantadas […]
Há mais de quatro décadas, as áreas protegidas da Itaipu Binacional desempenham um papel fundamental na preservação da biodiversidade, na restauração florestal e na promoção da sustentabilidade regional. Dia 27 de junho, a empresa celebrou o marco histórico de 42 anos da criação de suas áreas protegidas.
Com mais de 24 milhões de árvores plantadas na margem brasileira, a Binacional consolida-se como referência em restauração da Mata Atlântica e reprodução da fauna silvestre.
Para o diretor de Coordenação, Carlos Carboni, essas mais de quatro décadas de dedicação ambiental consolidam a Itaipu como referência global em sustentabilidade e como modelo de empreendimento associado a políticas socioambientais. Segundo ele, os resultados alcançados pelas equipes técnicas da binacional demonstram o papel estratégico da empresa na construção de um futuro resiliente, integrando a segurança energética ao respeito à vida.
Itaipu mantém o maior programa de reprodução de harpias do mundo – (Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional ) – À dir., filhote de harpia é alimentado no RBV. (Foto: Alexandre Marchetti /Itaipu Binacional)
“Os cuidados com o meio ambiente fazem parte da missão institucional da Itaipu. Isso se reflete no compromisso diário da empresa de preservar o ecossistema como estratégia inerente à geração de energia limpa e renovável. A preservação ambiental é essencial para a saúde do reservatório e, consequentemente, para assegurar a produção da Itaipu”, afirmou.
Desde o início das ações de restauração florestal da Faixa de Proteção e dos Refúgios Biológicos, a Itaipu já contabiliza o plantio de mais de 24 milhões de árvores nativas na região, considerando apenas a margem brasileira. Esse cuidado com a flora desenvolveu-se em paralelo com estratégias de reprodução da fauna.
Vista aérea do Refúgio Biológico Bela Vista, em Foz do Iguaçu. – Foto: William Brisida/Itaipu Binacional
Desde a histórica Operação Mimba-Kuera, que resgatou animais silvestres durante o enchimento do reservatório na década de 1980, a Itaipu consolidou-se como um centro de conservação de referência. Atualmente, a estrutura abriga projetos de reprodução em cativeiro, reintrodução de espécies e pesquisa ecológica, além de oferecer apoio contínuo a órgãos ambientais no atendimento veterinário a animais da região.
As ações acumuladas ao longo das décadas geraram resultados visíveis e transformadores. Entre as principais conquistas estão o aumento em quase três vezes na diversidade de espécies florestais da Faixa de Proteção e a consolidação do maior programa de reprodução de harpias do mundo. Destacam-se também a reintrodução de espécies ameaçadas de extinção, como o mutum-de-penacho, e o protagonismo na restauração da Mata Atlântica no Paraná. De acordo com dados da ONG SOS Mata Atlântica, a Itaipu colaborou com cerca de um terço de toda a recuperação observada do bioma no Estado do Paraná.
Filhote de onça-pintada melânica nascida no Refúgio Biológico Bela Vista. (Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional) – À dir., projeto de Abelhas Nativas sem Ferrão dissemina boas práticas de meliponicultura. (Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)
Atualmente, os trabalhos conduzidos no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), em Foz do Iguaçu (PR), continuam gerando frutos importantes e funcionam como uma grande vitrine das ações ambientais na margem brasileira. No último ano, o RBV registrou o nascimento de 64 animais, com destaque para duas novas harpias, cinco antas e seis jacutingas — espécies ameaçadas de extinção que encontram nova chance de conservação nos programas de reprodução da unidade. Em paralelo, o Viveiro Florestal produziu cerca de 350 mil mudas de 89 espécies nativas da Mata Atlântica destinadas a ações locais de reflorestamento. Adicionalmente, o Projeto de Abelhas Nativas sem Ferrão firmou-se como referência regional, disseminando boas práticas de meliponicultura e conscientizando a comunidade sobre a importância dos polinizadores.
No último ano, cinco filhotes de antas nasceram no RBV. – Foto: William Brisida/Itaipu Binacional
Já no Refúgio Biológico de Santa Helena, o foco principal concentra-se na pesquisa científica. Equipes do eixo Biodiversidade do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT) trabalham na investigação de quais espécies de fauna e flora se estabeleceram no local após 40 anos de restauração. O estudo avalia o equilíbrio do ecossistema e a importância da área na conectividade ecológica entre as reservas da Itaipu e o Parque Nacional do Iguaçu.
Por sua vez, o Refúgio Biológico Binacional Maracaju evidencia a força do trabalho conjunto entre profissionais brasileiros e paraguaios nas ações de restauração florestal localizadas no sul do Mato Grosso do Sul. O espaço cumpre ainda um papel fundamental no atendimento ao público por meio de visitas institucionais, consolidando iniciativas essenciais de educação ambiental na região de fronteira.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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