Alunos do curso de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH – USP) realizaram a tradução do livro Diário de um Paramédico em Gaza (Editora Ema Livros), de Ali Maali Al-Turk. Originalmente escrita em árabe e agora apresentada ao público brasileiro, a obra é um relato sobre a […]
Alunos do curso de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH – USP) realizaram a tradução do livro Diário de um Paramédico em Gaza (Editora Ema Livros), de Ali Maali Al-Turk. Originalmente escrita em árabe e agora apresentada ao público brasileiro, a obra é um relato sobre a dor, a vida e a morte nos hospitais e nas ruas de Gaza.
A tradução coletiva foi realizada durante o segundo semestre de 2025 pelos alunos Beatriz Noda Sanchez Gonçalves, João Pedro Alves Quinaglia, Julia Coutinho Canuto, Maria Stella Pinca da Palma e Sávio Luís dos Santos. O texto foi escolhido como um projeto coletivo dos alunos e alunas da disciplina de Tradução sob orientação da professora Luciana Carvalho Fonseca, do Departamento de Letras Modernas.
De acordo com Fonseca, a publicação da obra em português é um gesto de “solidariedade transfronteiriça”. Ela explica que, “ao ampliar a voz de Ali Maali Al-Turk, que viveu a barbárie em Gaza, este livro se torna um documento fundamental para a compreensão da persistente e desumana ocupação israelense”.
Na obra, Al-Turk oferece um retrato do sofrimento cotidiano que presenciou e que se recusou a silenciar. Para Fonseca, “diante do silenciamento sistemático e da desinformação, a narrativa de Ali é um grito de resistência, um lembrete contundente de que a causa palestina é uma causa de humanidade, justiça e dignidade”.
A apresentação do livro é de Francirosy Campos Barbosa, antropóloga e professora da USP.
A professora escreve: “A tradução de Diário de um paramédico em Gaza, de Ali Maali AlTurk, chega em um momento urgente, quando o caos da guerra e da violência ainda persiste. A obra apresenta o relato humano e intenso de um jovem socorrista que, como tantos palestinos, transforma a dor em coragem e resistência.”
A obra está disponível para download gratuito no site da Ema Livros.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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