De mãos dadas com as nuvens Os sonhos ficam no travesseiro Lava o rosto na água fria E pelas mãos escorre seu almejo Despertada troca roupa Veste o traje pra oficina Se apura e sem café Se despede e acredita O doce vem do beijo No cabelo que cintila É o que lhe resta pra […]
De mãos dadas com as nuvens Os sonhos ficam no travesseiro Lava o rosto na água fria E pelas mãos escorre seu almejo
Despertada troca roupa Veste o traje pra oficina
Fecha a porta Tranca o coração Da vaidade que se tem Está sereno e calmo Dormindo num ninho de algodão Tem a lua que ainda brilha Pra encarar a solidão Mas num instante acredita Que é alguma proteção
Os ponteiros mudam de lugar O Sol passeia devagar Não tem fome e nem sede Só uma angústia pra guardar E que no final do dia Em seus braços vai estar
Anda depressa, aperta o passo Quer o seu peito esvaziar Todas lágrimas que no dia não pode pensar em chorar
As dezoito marcha sem demora A saudade dói demais Esse pedaço que ficou Já está a confiar
Segurando a barra fria Com seus olhos bem brilhantes Do portão a declarar Fiquei esperando até agora Pra você me abraçar. .
Eugênia e o filho Francisco – autorretrato de E. Miskalo
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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