Uma década após a partida de Naná Vasconcelos, seu legado segue vivo graças ao trabalho contínuo de preservação e curadoria de seu acervo, conduzido por Patrícia Vasconcelos, viúva do músico e curadora de sua obra. Esse processo ganha um novo impulso com o projeto “Naná – Um Griô Pelo Mundo”, executado pela Fundação Apolônio Salles […]
Uma década após a partida de Naná Vasconcelos, seu legado segue vivo graças ao trabalho contínuo de preservação e curadoria de seu acervo, conduzido por Patrícia Vasconcelos, viúva do músico e curadora de sua obra. Esse processo ganha um novo impulso com o projeto “Naná – Um Griô Pelo Mundo”, executado pela Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe), vinculada à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Nesta primeira etapa, a iniciativa vai aprofundar a pesquisa, a catalogação e a sistematização do acervo, produzindo um banco de dados e um documento narrativo que servirão como base para um filme sobre o artista e, posteriormente, para novas pesquisas, memoriais e outras iniciativas voltadas à preservação e difusão de sua obra.
‘Naná – Um Griô Pelo Mundo’ criará um banco de dados com diversos materiais sobre a vida e a obra do músico. – Foto: Itamar Crispim/Divulgação
O trabalho vem sendo desenvolvido no Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro (Muafrope), no Recife, com o levantamento de acervos públicos e privados no Brasil e exterior, além de entrevistas, análises de registros históricos e a elaboração de uma linha do tempo da carreira de Naná, com consultorias especializadas em música, cultura brasileira e pesquisa. A previsão de término é em fevereiro de 2027.
Ao final deste trabalho, também será elaborado um documento textual analítico sobre a vida e a obra do músico, a partir das pesquisas documentais, etnográficas e históricas realizadas no projeto. O grande objetivo é reunir, organizar e preservar documentos, registros sonoros, audiovisuais e outros materiais cuja preservação contribui na salvaguarda do patrimônio cultural e serve de base para iniciativas futuras de pesquisa, educação e difusão cultural.
A coordenação do projeto é de Patricia Palumbo, que destaca como a iniciativa busca revelar aspectos profundos da cultura brasileira a partir do legado do músico. Ela revela que esta primeira parte do projeto servirá como base para um documentário sobre o artista.
“Naná costumava dizer: eu sou o Brasil que o Brasil não conhece. Nosso filme quer mudar isso e mostrar para o mundo o poder, a originalidade e a linda trajetória desse pernambucano que é um dos maiores músicos do planeta. Essa primeira etapa do nosso trabalho vai aprofundar a nossa pesquisa, dando material importante e fundamental para o primeiro tratamento do roteiro”, afirma Patrícia.
A secretária-executiva da Fadurpe, Ellen Viegas, destaca como o projeto vem com a proposta de garantir uma preservação da memória e do patrimônio artístico brasileiro para novas gerações. “Contribuir para preservar sua trajetória é investir na nossa memória, na valorização da identidade cultural e na produção de conhecimento. A Fadurpe tem orgulho de apoiar iniciativas que unem pesquisa, cultura e preservação do patrimônio, fortalecendo legados que inspiram as futuras gerações”, destaca. Ellen Viegas.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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