Depois do apito final do jogo do Brasil, a noite não termina — ela pega fogo. Nesta Quarta de Raízes Vivas, dia 24 de junho — feriado de São João, o Sudacas Bar abre as portas para a transmissão do jogo. Mas quando o apito final soar, a cultura popular ocupa o cortejo! Entrada franca.Clique […]
Depois do apito final do jogo do Brasil, a noite não termina — ela pega fogo.
Nesta Quarta de Raízes Vivas, dia 24 de junho — feriado de São João, o Sudacas Bar abre as portas para a transmissão do jogo. Mas quando o apito final soar, a cultura popular ocupa o cortejo! Entrada franca.
“Toda de Chão — A terra que faz” é um encontro com o coco e o forró — ritmos do Nordeste ligados a uma raiz afro-indígena latino-americana de corpo, roda e celebração.
E para esta noite: Pizadeiras de Embaúba e Trio Forró de Fogueira
O tempo atual dessa história toda
Entre engenhos de cana, roças, feiras, terreiros e comunidades costeiras do Nordeste, formam-se práticas culturais que atravessam séculos de trabalho, deslocamento e reinvenção coletiva.
Nesse processo histórico, atravessado por matrizes africanas e indígenas em convivência com o mundo colonial em formação, e pela reorganização dos calendários festivos trazidos pela colonização europeia, emergem expressões como o coco e o forró — linguagens que seguem vivas em circulação pelo Brasil e pela América Latina.
O coco se estrutura a partir das experiências do cotidiano: o trabalho na terra, o gesto repetido, o canto responsorial. É uma forma de organização coletiva do tempo, onde voz, corpo e ritmo se tornam linguagem social.
O forró se consolida nos deslocamentos do sertão, nas feiras e nos encontros urbanos e rurais do século XX. Sanfona, zabumba e triângulo criam espaços de convivência onde diferentes tradições musicais populares se encontram e se transformam em dança.
São práticas que não pertencem ao passado — são formas vivas de relação entre corpo, território e memória, que seguem se atualizando nas festas, nos encontros e nos ciclos de São João.
No coco, o trabalho vira canto e o corpo vira instrumento. No forró, a sanfona abre caminhos e o chão vira dança.
Mais do que festa, são saberes do corpo em movimento.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
Assine as notícias da Guatá e receba atualizações diárias.