Poema e ilustração de Joseph Pierre Ydyns. Tradução para o português de Carla de Souza Gomes . J’ai écrit ce texte pour rendre un hommage à la langue portugaise. L’idée de rendre hommage à une langue semble se combiner à la société, alors j’ai fait une personnification je l’ai rendue femme noir ou blanche elle […]
. J’ai écrit ce texte pour rendre un hommage à la langue portugaise. L’idée de rendre hommage à une langue semble se combiner à la société, alors j’ai fait une personnification je l’ai rendue femme noir ou blanche elle est divinement belle.Mais ce qui m’intéresse vraiment c’est le côté sentimentale je suis un amoureux du beaux, je considère les écrivains comme les amants de la langue pour moi l’auteur authentique c’est la pureté, la simplicité, la sensibilité d’une personnalité.Un beau sourire plaintif dans une interaction intime au rythme des pulsations de la vie quotidienne avec ses joies et ses peines
“Eu escrevi este texto com o desejo de render homenagem à língua portuguesa. A ideia de homenagear uma língua parece se combinar com sua sociedade. Então, eu criei uma personificação: tornei-a uma mulher negra ou branca. Ela é divinamente linda. Mas o que realmente me interessa é o lado sentimental. Eu sou um apaixonado pelo belo, considero os escritores como amantes da língua. Para mim, o autor autêntico é a pureza, a simplicidade e a sensibilidade de uma personalidade. Um lindo sorriso, uma lágrima numa interação íntima, no ritmo das pulsações da vida cotidiana, com suas alegrias e seus pesares.” (J. P. Ydyns)
Muet comme une tombe à ta volupté Comme un voyageur clandestin je me suis accroché Aux confins des roses qui exaltent tendrement ton parfum Rien ne vaut la douceur d’écouter les mots qui chantent Des mots qui murmurent dans les rires des enfants Sous la splendeur entière d’un beau soleil couchant Laisse moi voir tes nobles dentelles Apprends moi comment faire danser tes vagues, emerveiller tes sens Laisse moi m’enivrer dans tes richesses intimes Parle moi de tes amants, ceux qui ont explorés tes pâles roses Qui font naître des fleurs exquises dans ton immense nature À tout ceux que tu as donné le plaisir et la gloire L’envie d’ouvrir ma bouche est un désir brulant, comme une flamme érotique Mais je cède au respect, n’osant pas ouvrir la bouche pour profaner ton temple Je ne te dirai rien,je vais laisser mon coeur méditer, ton infinie tendresse (Joseph Pierre Ydyns) Mudo como um túmulo diante de tua volúpia Como um viajante clandestino me prendi Nos confins das rosas que avivam docemente teu perfume Nada vale mais que o prazer de escutar as palavras que cantam As palavras que murmuram nos risos das crianças Sob todo o esplendor de um lindo sol poente Permita-me ver tuas nobres rendas Ensina-me como fazer dançar tuas ondas, satisfazer teus sentidos Permita-me embriagar-me em tuas íntimas riquezas Fala-me de teus amantes, aqueles que exploraram tuas pálidas rosas Que fazem nascer as flores encantadoras em tua imensa natureza De todos aqueles a quem destes o prazer e a glória A vontade de abrir minha boca é um desejo ardente, como uma chama erótica Mais eu cedo ao respeito, não ousando abrir a boca para profanar teu templo Eu não te direi nada, vou deixar meu coração refletir sobre tua infinita ternura. (Tradução: Carla de Souza Gomes)
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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