No final de fevereiro, o longa argentino “Belén”, dirigido por Dolores Fonzi, venceu o Prêmio Goya 2026 na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano. Para tanto, superou obras da Colômbia, Chile, Costa Rica e o brasileiro “Manas”. Com roteiro de Laura Paredes, Dolores Fonzi, Agustina San Martín e Nicolás Britos, o filme apresenta um drama jurídico […]
No final de fevereiro, o longa argentino “Belén”, dirigido por Dolores Fonzi, venceu o Prêmio Goya 2026 na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano. Para tanto, superou obras da Colômbia, Chile, Costa Rica e o brasileiro “Manas”. Com roteiro de Laura Paredes, Dolores Fonzi, Agustina San Martín e Nicolás Britos, o filme apresenta um drama jurídico de forte carga emocional e política. Sua temática discute o direito das mulheres e o aborto.
Produzido pela K&S Films, com fotografia de Javier Juliá e montagem de Andrés Pepe Estrada, o filme foi exibido no Festival de San Sebastián 2025, onde concorreu à Concha de Ouro, e também integrou a shortlist do Oscar 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional.
Com a premiação o filme argentino reafirma a força do cinema feito na América Latina nos prêmios europeus, dentro e fora das telas. Isso ficou explicitado na repercussão que teve o discurso firme e crítico da diretora e atriz Dolores Fonzi em favor da arte e dos direitos humanos.
O filme está em cartaz no streaming da Prime Video.
“Belén, Uma História de Injustiça” é baseado em fatos reais. Sua narrativa acompanha o caso de uma jovem acusada de homicídio após sofrer um aborto espontâneo. Presa preventivamente por dois anos e posteriormente condenada a oito anos de prisão, ela encontra apoio na advogada Soledad Deza, que assume sua defesa enfrentando um sistema judicial opressor, atravessado por preconceitos e falhas institucionais. O caso se transforma em catalisador de um amplo movimento social por justiça, direitos reprodutivos e dignidade humana, gerando solidariedade internacional.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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