Poema inédito, publicado no jornal Cândido, edição 163 , de agosto de 2025. . . . . . adentro ao centro recesso do excelso aperto concentro reincido cindido recente rente entro eutro neutro infiltro investigo outro tempo lembro templo lento gotejo latejo vozes vazo percolo ressinto quase s u m o onde estou estalam estalactites […]
. . . . . adentro ao centro recesso do excelso aperto concentro reincido cindido recente rente entro eutro neutro infiltro investigo outro tempo lembro templo lento gotejo latejo vozes vazo percolo ressinto quase s u m o onde estou estalam estalactites minhas estranhas entranhas frágil refúgio longa sombra meus membros sentidos exauridos transcendo entre ecos descendo ao Hades adentro antro ancho riacho trincheira caverna de carne penetro peneiro na treva da fresta mais perto por dentro porejo silêncios escrevo escavo perspiro persisto respiro retorno ao lar
Seus últimos livros são O Enigma das Ondas (Iluminuras, 2020), Poemas Coligidos (1983 – 2020) (Kotter, 2023) e a Zona e Outros Poemas, de Guillaume Apollinaire (Penguin-Companhia das Letras, Selo Clássicos, 2024). Este poema, ainda inédito, fará parte do seu oitavo livro.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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