No dia 21 de junho realizamos nosso primeiro “Tablao” com música ao vivo. Mas, pensando bem, ele não aconteceu apenas naquela noite. Esse flamenco de tantas mãos vem sendo construído há anos. Veio da aposta em um sonho, em uma ideia que amadureceu como fruta, no seu próprio tempo.Clique aqui e receba notícias no seu […]
No dia 21 de junho realizamos nosso primeiro “Tablao” com música ao vivo.
Mas, pensando bem, ele não aconteceu apenas naquela noite. Esse flamenco de tantas mãos vem sendo construído há anos. Veio da aposta em um sonho, em uma ideia que amadureceu como fruta, no seu próprio tempo.
Espetáculo “Tablao” – Fotos: Nando Infantino
Nunca cheguei a um momento em que pudesse dizer: “Estou pronta para isso”. E perdi as contas de quantas vezes tentei me sabotar, acreditando que um dia surgiria uma versão mais preparada de mim mesma. Mas a vida foi me presenteando com pessoas extraordinárias, que me fizeram caminhar, às vezes, mesmo quando eu não queria, e esta foto é um resumo desses presentes.
Um Viva, ou melhor, um grande Ole as amizades que ensinam, acolhem e permanecem.
No fim, percebo que o Tablao foi muito mais do que um show.
Foi a celebração de uma rede de afetos.
De pessoas que acreditaram umas nas outras, de mãos que se estenderam quando o caminho parecia difícil e de sonhos que encontraram abrigo em outros sonhos.
E, se existe algo que essa noite me ensinou, é que nenhuma obra bonita é construída sozinha.
Ela nasce do encontro.
Texto: Ana Galeano (@ Flamenco Ana Galeano) Fotos: Nando Infantino (@ Nando Infantino)
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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