Queria que a vida fosse doce Com alguns nocautes certeiros Deixar na lona alguns guerreiros com golpes a Muhammad Ali Queria que a vida fosse brava Como filmes do Peckinpah Que fosse além Como trilha do Morricone Que fosse surreal Como um coração selvagem Fosse profunda Um mergulho de cachoeira Lenta para as alegrias e […]
Queria que a vida fosse doce Com alguns nocautes certeiros Deixar na lona alguns guerreiros com golpes a Muhammad Ali
Queria que a vida fosse brava Como filmes do Peckinpah
Como trilha do Morricone Que fosse surreal Como um coração selvagem
Fosse profunda Um mergulho de cachoeira Lenta para as alegrias e rápida para as dores
Fosse a vida um suspiro uma paisagem um vento de outono um sonho
Fosse uma palavra de Cortázar “Ni el silencio, ese desatador de sueños” a vida seria sem fim
(*)Poema publicado na revista Escrita, edição 15, em 2010. Na imagem em destaque, a capa da publicação. Foto de Lúcia Misael tomada em feira de Bogotá, na Colômbia.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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