– Um poema de AnaiLuJ – E tinha uma estrada na minha frente Que eu sabia que não poderia voltar. Mas eu havia percebido que aquela era a hora certa. Era preciso apenas encher os pulmões de coragem, Abraçar com muita segurança o pequeno baú Única coisa que havia levado E ir… E agora […]
E tinha uma estrada na minha frente Que eu sabia que não poderia voltar. Mas eu havia percebido que aquela era a hora certa. Era preciso apenas encher os pulmões de coragem, Abraçar com muita segurança o pequeno baú Única coisa que havia levado E ir… E agora ainda nela Não sabia o quão difícil seria. De todos os sentimentos É o medo quem impera, quem berra “Medo de que?” – Eu me pergunto TODO O TEMPO “Se é novo, deixe ir Desprenda-se e não temas” Mas é tão difícil. E cada vez mais Eu sinto os braços doerem, Temendo estar andando num caminho Escuro e desconhecido. Eles fazem muita força pra segurar essa caixa, Que guarda o meu bem mais valioso. Eu sou guria do mundo, Filha das cachoeiras, das matas Neta dos mares, dos ventos, Da pedra mais alta. Sou pedra mais alta, Sou fé, axé, força, luz… E por ser luz, e por pedir mais luz, Mesmo com medo Eu sigo. Sem saber o que me espera Eu sigo. VIAJANTE ________________________________________ AnaiLuJ é estudantes de Serviço Social no Rio de Janeiro. O poema foi publicado na revista Escrita 50. Para ver mais da edição, clique aqui.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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