Primórdios da aviação em Foz! Otília Schimmelpfeng conta, em uma série de artigos em O Jornal de Foz, a chegada do primeiro avião e a inauguração do Campo de Aviação, na década de 1930. “Aconteceu a 23 de março de 1935 quando, num momento inesperado, ouviu-se um estranho ruído no ar, despertando a atenção de todos.” […]
Primórdios da aviação em Foz! Otília Schimmelpfeng conta, em uma série de artigos em O Jornal de Foz, a chegada do primeiro avião e a inauguração do Campo de Aviação, na década de 1930.
“Aconteceu a 23 de março de 1935 quando, num momento inesperado, ouviu-se um estranho ruído no ar, despertando a atenção de todos.” Assim a pioneira Otília Schimmelpfeng escreve e descreve o registro do primeiro avião a voar pelos céus de Foz do Iguaçu. O conteúdo integra uma série de artigos publicados em O Jornal de Foz, sob o título “Campo de Aviação”, disponíveis em formato digital no Museu da Imprensa.
Na imagem em destaque, celebração no primeiro aeroporto de Foz do Iguaçu. Presumidamente, em 1936 – foto: O Jornal de Foz/reprodução
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Está no Museu: há 40 anos, uma Ponte Está no Museu: muvuca na Ponte da Amizade Está no Museu: ‘Laborioso Povo de Minha Terra’ Mulher paraguaia: jornal retratava a força e os desafios em 1996 “A guerra das balsas na fronteira” no Diário da Cidade Nosso Tempo: José Werner sobreviveu à explosão de navio na fronteira
. A primeira resenha contextualiza que a implantação da pista, nos anos trinta, na área onde hoje funciona o Clube Gresfi, abriu caminho para romper o isolamento aéreo de Foz do Iguaçu em relação a outras localidades. Assim, passou a ser possível encurtar para apenas quatro horas uma viagem que antes levava até oito dias para ser concluída.
A história da aviação em Foz do Iguaçu teve seus primeiros passos formais entre 1933 e 1934, quando se iniciaram os trâmites para a aquisição de terras destinadas à criação de um Campo de Aviação, resgatou a autora. O objetivo era viabilizar o plano do Correio Aéreo Militar, criando uma linha de conexão que se estenderia até Guaíra.
Por questões topográficas, a área escolhida foi a chácara do pioneiro Fulgêncio Pereira, um local que, à época, era considerado distante do centro da cidade, apontou Otília. Mas o primeiro contato da população com uma aeronave ocorreu de forma inesperada, no dia 23 de março de 1935.
O surgimento de um pequeno avião militar nos céus de Foz causou um impacto comparável à expectativa do primeiro pouso lunar, exultou a autora. Tratava-se de um “aviãozinho” de treinamento, de cor vermelha, procedente da 5.ª Base Aérea de Curitiba, pilotado pelo tenente Aroldo Domingues.
A missão era um voo de experiência e reconhecimento para traçar rotas e abrir novos horizontes para a região. O benefício prático dessa inovação foi imediato e drástico: a ligação entre Foz do Iguaçu e Curitiba (PR). O fascínio foi tamanho que os moradores corriam para tocar o aparelho, buscando certificar-se de que aquele objeto pesado, que voava “tão leve como um pássaro”, era algo real.
“Quanta gente correndo para ver de perto o tal avião. Era preciso tocar, certificar-se que aquilo era uma coisa real, palpável; descobrir o mistério daquele objeto pesado que voava tão leve como um pássaro…”, narrou Otília Schimmelpfeng, nas páginas de O Jornal de Foz. O texto é informativo, mas, pelo estilo, saboroso de ler, quase uma crônica.
A inauguração oficial do Campo de Aviação aconteceu pouco depois do voo do “pássaro vermelho”, em 1.º de abril. “Lembro-me que até o dia se enfeitou de um céu todo azul, reverberante de sol, com a temperatura branda, ameníssima, contribuindo para o êxito do acontecimento em perspectiva”, anotou Otília.
Leia série de artigos de Otília Schimmelpfeng sobre os primórdios da aviação no Museu da Imprensa, acessando O Jornal de Foz.
Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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