“A vanguarda do livro russo infantil – contexto e diálogos com o Brasil”, de Daniela Mountian, discute o papel das vanguardas artísticas na produção literária infantil russa. Editada pela Edusp, a obra analisa o envolvimento de artistas e designers gráficos vanguardistas russos na produção de livros para o público infantil nas primeiras décadas que se seguiram à […]
“A vanguarda do livro russo infantil – contexto e diálogos com o Brasil”, de Daniela Mountian, discute o papel das vanguardas artísticas na produção literária infantil russa.
Editada pela Edusp, a obra analisa o envolvimento de artistas e designers gráficos vanguardistas russos na produção de livros para o público infantil nas primeiras décadas que se seguiram à Revolução de Outubro de 1917. As histórias russas para crianças surgiram há muitos séculos atrás, mas é no período revolucionário que surgiu uma nova forma de escrever e ilustrar livros, mas o tema ainda conta com poucos estudos e poucas traduções.
Daniela Mountian assinala que o regime soviético considerava a educação e a literatura pilares da construção de um novo mundo. Para tanto, foram mobilizados para a produção de livros infantis vários artistas e designers gráficos da vanguarda cultural russa, com nomes como Vladimir Maiakóvski e El Lissitzky, entre muitos outros.
Segundo a autora, em nenhum outro país ocidental houve um envolvimento tão intenso de artistas de vanguarda na produção editorial infantil como na Rússia daquele período. Digno de nota é o fato de que enquanto a literatura destinada a adultos era produzida artesanalmente e muitas vezes censurada, a literatura dedicada ao público infantil era feita em escala industrial, alimentada com vastos recursos públicos.
A segunda parte do livro traz ensaios comparativos entre autores russos e autores brasileiros, apresentado as origens da literatura infantil brasileira, com destaque para Monteiro Lobato, e estabelecendo paralelos com o contexto russo.
Autor: Daniela Mountian 368 páginas Preço de capa: R$ 90,00 Brochura, 18 x 25 cm. Sumário
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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