Um comentário de Letícia Scheidt. Estou no restaurante quando entra uma artista de rua estrangeira e pede pra usar o banheiro. Imagino sua trajetória e com ela a imensidão de experiências pautadas na liberdade de permitir-se viver seus sonhos. Assim que ela vai embora, a dona do restaurante interrompe meus devaneios e me diz: eu […]
Estou no restaurante quando entra uma artista de rua estrangeira e pede pra usar o banheiro. Imagino sua trajetória e com ela a imensidão de experiências pautadas na liberdade de permitir-se viver seus sonhos.
Assim que ela vai embora, a dona do restaurante interrompe meus devaneios e me diz: eu tenho uma pena dessa gente!
Me dei conta da discrepância entre as nossas avaliações e consegui apenas dizer: talvez ela seja muito feliz; não sabemos.
Na verdade não sabemos nada sobre ela e tudo que conseguimos foi projetar nossos próprios anseios medos e idealizações, cada uma com seus próprios valores. E a artista nos convidou rapidamente a mergulhar em nós mesmas e conhecer mais desses nossos universos íntimos.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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