Poesia daquele que é considerado um dos mais combativos poetas da história do povo palestino. . . 1. Vocês que passam com palavras efêmeras, levem seus nomes e vão embora tirem suas horas do nosso tempo e vão embora roubem à vontade do azul do mar e das areias da lembrança tirem fotos à vontade, […]
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. 1. Vocês que passam com palavras efêmeras, levem seus nomes e vão embora tirem suas horas do nosso tempo e vão embora roubem à vontade do azul do mar e das areias da lembrança tirem fotos à vontade, e assim vão saber que não hão de saber como uma pedra da nossa terra constrói o teto do céu. . 2. Vocês que passam com palavras efêmeras de vocês vem espada, de nós vem nosso sangue de vocês vêm fogo e aço, de nós vem nossa carne de vocês vem outro tanque, de nós vem pedra de vocês vem a bomba de gás, de nós vem chuva. Um mesmo céu e um mesmo ar nos cobre peguem seu quinhão do nosso sangue, mas vão embora entrem no jantar dançante, mas vão embora temos que zelar pela rosa dos mártires temos que viver como a gente quer! . 3. Vocês que passam com palavras efêmeras, como a poeira amarga, passem onde quiserem, mas não passem entre nós como insetos com asas temos o que fazer na nossa terra temos trigo a criar e regar com o orvalho do nosso corpo temos o que a vocês aqui não agrada: temos pedra… e perdiz! Levem o passado, se quiserem, ao mercado das quinquilharias devolvam, se quiserem, o esqueleto do passarinho ao prato de porcelana. Temos o que não lhes agrada: temos o futuro temos o que fazer na nossa terra. . 4. Vocês que passam com palavras efêmeras, soquem seus dramas num buraco abandonado e vão embora voltem atrás o ponteiro do tempo até o bezerro sagrado ou até o disparo ritmado do revólver! Temos o que a vocês aqui não agrada, então vão embora temos o que por dentro vocês não têm: uma pátria que jorra um povo que jorra uma pátria que combina com esquecer e lembrar. Vocês que passam com palavras efêmeras, é hora de irem embora de morarem onde quiserem, mas não entre nós é hora de irem embora de morrerem onde quiserem, mas não entre nós temos o que fazer na nossa terra aqui temos o passado temos a primeira voz de vida temos o presente, o presente e o que está por vir temos o mundo aqui e temos a outra vida saiam da nossa terra, do nosso deserto, do nosso mar saiam do nosso trigo, do nosso sal, da nossa ferida de tudo saiam das lembranças da nossa memória, vocês que passam com palavras efêmeras. . (Tradução realizada por alunos de Língua Árabe na USP (Universidade de São Paulo), Alexandre Facuri Chareti, Beatriz Negreiros Gemignani, Camila Alcântara, Renata Parpolov Costa, William Diego Montecinos).
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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