– Um poema de Sofia Alves – essa cidade cheira a você a cada esquina de mijo cerveja e livro barato estranho dizer isso porque nunca te amei mas essa cidade cheira a você e sua mão macia na minha quando o medo cobriu a alma e engavetou sentimento mal abortado essa cidade toca […]
essa cidade cheira a você a cada esquina de mijo cerveja e livro barato estranho dizer isso porque nunca te amei mas essa cidade cheira a você e sua mão macia na minha quando o medo cobriu a alma e engavetou sentimento mal abortado essa cidade toca jazz rock samba canção e cheira a você como as sobremesas prometidas e nunca feitas (porque o amor decidiu mal nascer e não tivemos tempo sequer de terminar o jantar) essa cidade é você e já foi pedro paulo lucas mas hoje é você aqui imenso monumento animado de praça central que decide tornar esse corpo danificado nas mãos só pra elevar tudo aquilo que sinto à enésima potência essa cidade cheira a você e a sangue como naquela vez que você me mordeu só pela certeza de que apesar de tudo eu estava viva continuo meu bem é preciso coragem até pra desistir de um amor que deu errado ______________________________ Sofia Alves é estudante de Letras e Literatura na cidade do Rio de Janeiro, RJ. O poema faz parte da edição 50 da revista Escrita.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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