– Um poema de Eduardo Mezzaroba Werlang – Caminhar sobre o chão de barro Vida toda a frente Mera ilusão de ser Uma condição possível, frequente Sentir a brisa bater No rosto da moça sofrida Que vive descalço a correr Na estrada que rege a vida Estrada bonita a quem vê De longe, reluz […]
Caminhar sobre o chão de barro Vida toda a frente Mera ilusão de ser Uma condição possível, frequente Sentir a brisa bater No rosto da moça sofrida Que vive descalço a correr Na estrada que rege a vida Estrada bonita a quem vê De longe, reluz permanente De perto para quem experimenta É brasa que queima inerente Aprender caminhar sobre a brasa É condição, nem sempre escolhida A mesma que machuca os pés Diz muito sobre suportar a ferida ___________________________________________ Eduardo Mezzaroba Werlang, 20 anos, graduando em Psicologia na UNIPAR, em Cascavel. Vive em Corbélia-PR. Poema publicado na Escrita 50.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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