Poema reproduzido do jornal Cândido. . Clique aqui e receba notícias no seu WhatsApp . É nesta cadeira, vejam, é nesta cadeira vazia que ouço Janis Joplin e converso com Bertold Brecht sobre os absurdos do mundo. É nesta cadeira, vejam, que ouvimos Neruda cantar e converso com o mais estranho e eclíptico demente que […]
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É nesta cadeira, vejam, é nesta cadeira vazia que ouço Janis Joplin e converso com Bertold Brecht sobre os absurdos do mundo. É nesta cadeira, vejam, que ouvimos Neruda cantar e converso com o mais estranho e eclíptico demente que com meus olhos meninos eu vi! Ele se delicia com rainhas, balões, porcos e pedras rolantes, Mirando Janis Joplin grita berra! e sussurra baixinho… que não tem certeza de nada e que a ignorância também é sábia. Fala de doidos amores, das mulheres que comeu e cuspiu nos podres vasos da aurora, nos bares imundos em que deixou o âmago quente do seu estômago cansado da burra servidão do dia. É nesta cadeira, vejam, É nesta cadeira vazia que ouço Janis Joplin. Não, não assuste não! São somente máscaras com que disfarçamos o medo, o vazio o vácuo a velocidade a voz que vem do nada por todos os lugares jorrando como sangue do coração fazendo esgares nos espelhos espalhados pelo caminho. É nesta cadeira, vejam, é nesta cadeira vazia que ouço Janis Joplin!
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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