Olhos e palavras de Giane Lessa. . . Carícia distante Atmosfera nublada Pena delicada que apenas Esconda a densidade do medo e do desejo Bruma, fumaça, poeira, chuva. Envolvidos em neblina poética. Para adiar tudo o que precisa ser adiado Estradas esquecidas nas entranhas de um vulcão? Mexidos na lama amarela, vermelha, preta. Terra escondida […]
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. Carícia distante Atmosfera nublada Pena delicada que apenas Esconda a densidade do medo e do desejo Bruma, fumaça, poeira, chuva. Envolvidos em neblina poética. Para adiar tudo o que precisa ser adiado Estradas esquecidas nas entranhas de um vulcão? Mexidos na lama amarela, vermelha, preta. Terra escondida sob a pele? Há mais memória do que palavra Não disfarça. . A poesia As florestas, as montanhas não o escondem. Não estamos livres para fechar os olhos E do sentimento da respiração desejosa Do poema Toque suave, do sentido A provocação do silêncio, do não dito Os versos Espreitar o desconhecido pode ser um sopro Que nos convida a não desfalecer No vazio do futuro, mas a penetrar A beleza dos anos da doce pedra De água entranhada Sonhos de um passado espreitador que pula e morde o presente Elevando-se para o que nunca houve. Voltando para o desconhecido. Que reside em nosso próprio peito O que virá
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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