Poema publicado na revista Escrita 2. . . Não é nem o querer nascer de novo, é o simples fato do apagar-se, assim simples, com borracha Faber Castel… . lembra daquela menina? sim, a louca, apagou, sumiu, nem existe mais toda raiva, grito rouco, soco errado, chute certo, antes de ir embora ela transformou tudo […]
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. Não é nem o querer nascer de novo, é o simples fato do apagar-se, assim simples, com borracha Faber Castel… . lembra daquela menina? sim, a louca, apagou, sumiu, nem existe mais toda raiva, grito rouco, soco errado, chute certo, antes de ir embora ela transformou tudo em pó, e deixou a calmaria, vento fresco e livre no quarto . o quarto ali parado . tudo igual a sua partida apenas lembranças de uma vida, gente grande criança tentativas de sair da lama poucos momentos de alegria, porém intensos inúmeras mágoas e tristezas, densas Rígidas em formas perfeitas todo o corpo tomado de argila . argila triste cor cinzenta; . não houve despedida ela pegou a música feita partitura que ela mesma escreveu ela sob a forma de semínima semínima torta fora da pauta pegou a borracha e apagou. . Não haverá desenho de volta. Nem uma pausa para substituir. . A música é minha. Quero ela incompleta, em branco. . Deixo o silêncio sem o sinal a vocês, malditos telespectadores, quero ver o sangue nas lágrimas, e se sinto piedade? nenhuma, nem de mim, nem de vocês.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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